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Comunidades

Servidores públicos são vulneráveis à Síndrome de Burnout

 Suzana dá dicas para evitar a Síndrome de Burnout


Sensação de esgotamento, sentimentos negativos relacionados a seu trabalho, eficiência profissional reduzida. Você pode nem suspeitar, mas pode estar sofrendo de uma doença muito comum hoje em dia, a Síndrome de Burnout. Um mal que aumenta muito entre os trabalhadores brasileiros sejam eles oriundos da iniciativa privada ou poder público. 

De acordo com a especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho, a servidora municipal de Porto Alegre, Suzana Reis Coelho, atualmente o colaborador vive um processo de extrema competitividade, pressão por produtividade e disponibilidade infinita para o trabalho. “As novas tecnologias e mídias potencializam isso. Hoje estamos sempre conectados de alguma forma às nossas funções. Precisamos dar respostas cada vez mais rápidas, mantendo a qualidade, o que pode causar um desequilíbrio emocional nos profissionais”, resume. 

O medo de ficar desempregado ou de perder alguma gratificação ou promoção, pode colocar trabalhadores em pressão constante e desproporcional. Isso pode ser um campo fértil para as chamadas doenças mentais relacionadas ao trabalho, explica a psicóloga. O corpo pode estar longe da atividade profissional, mas a cabeça não descansa nenhum segundo, sempre preocupada com algo que ocorreu ou que pode ainda acontecer. No caso do serviço público ainda não existem políticas efetivas voltadas à promoção da saúde ocupacional dos servidores.  

De acordo com ela, já estão sendo criadas limitações ao uso de mídias eletrônicas fora do horário de expediente. Na área pública alguns órgãos já começam a criar programas de saúde ocupacional, como uma forma de prevenção às chamadas doenças vinculadas ao trabalho, como a Síndrome de Burnout. 

“Em alguns locais já estão se colocando limites, mas o desafio é imenso, pois os profissionais ainda têm muito temor de não se mostrarem disponíveis em qualquer horário ou dia da semana. Também a falta de pessoal faz aumentar a exigência de disponibilidade e prontidão para o trabalho. Temos que criar novas estruturas de processos de trabalho, formas diferentes de se relacionar com o trabalho”, alerta Suzana. 

A especialista conta que é difícil mapear se o número de servidores públicos impactados pela doença vem aumentando, mas é perceptível o crescimento de trabalhadores procurando setores da administração pública que auxiliam os profissionais em questões referentes aos processos de trabalho. “A Síndrome de Burnout tinha uma incidência maior entre os profissionais das áreas de saúde e educação, porém o que se verifica atualmente é que mesmo profissionais de áreas administrativas e de apoio tem buscado auxílio.”

Ela revela que os primeiros sinais que podem indicar a Síndrome são: estado de esgotamento, dificuldade para relaxar, irritabilidade, falta de sono, excesso ou falta de alimentação, eterno estado de prontidão e ansiedade alta. “Muitas vezes há uma dificuldade em chegar no diagnóstico preciso, pois pode ser confundido com depressão ou ansiedade. Porém a Síndrome de Burnout tem o componente do trabalho como fator desencadeante.”, explica. 

Os servidores públicos que tiveram algum ou vários desses sintomas, podem procurar as áreas de acompanhamento funcional. São nesses locais que ocorrem o primeiro acolhimento. “A gente faz o contato com o gestor para entender se é uma questão individual ou coletiva. Se houver necessidade podemos assessorar nas questões vinculadas à gestão de pessoas auxiliar na qualificação das relações e processos de trabalho”, pontua Suzana. 

A especialista  deixa um último conselho: “Busque sair efetivamente do trabalho, reforce os laços afetivos, família e amigos. Desenvolva outros interesses, tenha um tempo para si. Ter outras coisas para pensar fora do trabalho pode ser uma das estratégias de prevenção e promoção da  saúde mental e por consequência do desenvolvimento de transtornos mentais como a Síndrome de Burnout”, define.


Suzana Reis Coelho, psicóloga formada pela UFRGS, especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho, presidente da CSST/SMAP – 2018/22. Servidora Municipal desde 2002, atua na SMAP/DGPES/CDAF – Coordenação de Desenvolvimento e Avaliação Funcional.

Para solicitar acompanhamento funcional utilize o seguinte formulário eletrônico:

https://docs.google.com/forms/d/1iTRk3a2LB3NLovQSiL3KCmQVLZw5316XOe9EbN26ZJk/edit?usp=sharing

Informações: 3289-1262 / 3289-144

E-mail: smapedes@portoalegre.rs.gov.br