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Realizações da Gestão 2019 - 2021

Comunidades

Inovação, trabalho remoto e responsabilidade



Até março de 2020, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre (PMPA) desempenhava suas atividades, preponderantemente, por meio do trabalho presencial, de acordo com a escala de cada servidor.


No entanto, com o surgimento da pandemia da COVID-19, ações como redução de movimento nas ruas e distanciamento fizeram com que muitas atividades fossem alocadas em trabalho remoto, quando possível, de acordo com a natureza da atividade e particularidade de cada repartição.


As “atividades-meio", em geral, passaram a ser desempenhadas na modalidade trabalho remoto pleno ou em revezamento (híbrido) das equipes de trabalho utilizando recursos de Tecnologia da Informação (TI) para acessar sistemas existentes (ERGON, Ronda e outros).


Neste cenário, a PMPA demonstrou que as “atividades-meio” poderiam, não só manter e ampliar seus trabalhos, como também,  gerar economias à Prefeitura em termos de consumo de energia elétrica, de água, locação de salas, por exemplo.


Verificando publicações na área de Recursos Humanos, encontramos que o trabalho remoto veio para ficar, já que empregados e empresas vêem benefícios tangíveis em indicadores importantes, desde melhoria do bem-estar geral até melhor produtividade e desempenho no trabalho. Há que se ter em vista o fator qualidade de vida que é propiciado havendo jornada híbrida (remoto e presencial).


Nos dias atuais, ganha espaço o formato híbrido, os servidores dividem o tempo entre presencial e remoto, possibilitando contato das equipes entre si, mas, permitindo flexibilidade na execução do trabalho. No formato híbrido, encontramos a manutenção do contato presencial, mas sem ser preponderante na gestão de recursos humanos, elevando a um novo patamar.


“Atividades-meio” na PMPA, são passíveis de serem desempenhadas em trabalho remoto/revezamento, conforme demonstram as instruções normativas já publicadas no Diário Oficial (DOPA) relacionadas a repartições, com seus regramentos próprios, ou seja,  mesmo nas Secretarias que executam atividades-fim, se aplica o conceito de “atividades-meio”, as quais apresentam a mesma natureza das chamadas “Secretarias meio”, para as quais poderia ser adotado o teletrabalho.


O trabalho remoto apresenta ganhos inquestionáveis à PMPA e define um novo formato do trabalho na qual gestão, responsabilidade e efetiva aferição do trabalho compõem itens indispensáveis.


No entanto, é necessário medir, acompanhar a produtividade dos servidores a partir de metas efetivas pactuadas entre PMPA e servidores, com regras claras. Pano ra que caso de não cumprimento, ações corretivas sejam adotadas culminando no cancelamento do trabalho remoto/revezamento e isto é gestão, acompanhar o desempenho, avaliar e tomar as medidas corretivas necessárias, e não diminuir, reduzir a importância do trabalho à distância mas valorizando os que, efetivamente, cumprem o pactuado.


A instituição do teletrabalho traz à tona a questão referente ao mobiliário, equipamentos e internet mostrando organizações que oferecem ajuda de custo aos funcionários/servidores demonstrando preocupação com o bem-estar dos mesmos, pois nem sempre as pessoas possuem a infra-estrutura adequada em casa para seguir com suas atividades.


A execução das atividades em teletrabalho demanda a utilização de equipamentos, mobiliário e recursos de TI adequados para o trabalho a ser realizado.


No Decreto 21.143/2021, a PMPA estabelece que compete, exclusivamente, ao servidor providenciar a estrutura física, ergonômica e tecnológica necessária à realização do teletrabalho, mediante uso de equipamentos adequados, além de isentar o Município de  quaisquer responsabilidades para a Administração Municipal decorrentes de eventual inadequação da estrutura ergonômica do ambiente de trabalho do servidor.


A responsabilidade não deveria ser apenas do servidor mas a PMPA também deveria ter a sua parte, podendo avaliar a criação de um valor a ser pago aos  servidores em teletrabalho, principalmente aos com menor remuneração e com regramento próprio, que servisse como auxílio para custeio de mobiliário, equipamentos e acesso à internet.


Em reportagem no jornal Estado de São Paulo, 17 de maio de 2022, é citado que, com a implementação mais estruturada do modelo de trabalho híbrido, os funcionários voltaram a investir na estrutura do home office, além de que houve aumento de 566% no último ano no número de empresas que oferecem o auxílio home office.


Portanto, é uma via de duas mãos: os servidores devem cumprir com suas metas e desempenhar suas atividades, assim como os gestores devem estar capacitados para administrar um novo formato de trabalho que vai além do presencial puro, mas que possibilita maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, redução de custos para a PMPA, para os servidores e otimização do tempo.


Trabalho remoto/revezamento (híbrido) é uma forma nova de trabalho que mostra inovação na organização,  inovação que vai além do não uso de folhas de papel nas repartições (o que é salutar), mas se configurando em um modelo de gestão que envolve qualificação, capacitação e comprometimento responsabilizando líderes e liderados pois prédios, andares e salas, com lotação completa de servidores,  não são sinônimo de trabalho e produtividade e, em tempos de Covid-19, o distanciamento ainda é uma medida preventiva a ser adotada.