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Exames de rotina e cuidados com o corpo são fundamentais para as mulheres evitarem doenças precoces




No mês delas, a ACESPA destaca assuntos relacionados à saúde da mulher e ao seu bem-estar. A rotina estressante faz cada vez menos a mulher ter tempo para se cuidar. Na correria do dia-a-dia muitas vezes a saúde fica em segundo plano. Porém, é importante não se descuidar, ainda mais que o corpo feminino exige alguns cuidados especiais importantes para a prevenção de doenças. A realização de exames de rotina clínicos específicos ajuda a detectar possíveis alterações que antecipam o desenvolvimento de doenças ou sinalizam diagnósticos precoces.

 

Para cada fase da vida da mulher, existe uma rotina de avaliações clínicas recomendada. As consultas de rotina são, também, oportunidades para discutir outras questões como orientações sobre métodos contraceptivos, medidas de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e ações de promoção de saúde e bem-estar. As alterações geradas demandam conscientização e acompanhamento. A finalidade é que as pacientes saibam como lidar com elas e não as enxerguem como algo negativo. 

 

A saúde da mulher na gestação também demanda inúmeros cuidados que variam de acordo com cada trimestre de gravidez. Dessa forma, há o foco na qualidade de vida da mãe e na garantia das melhores condições possíveis ao bebê. As mudanças ocorrem até mesmo depois do parto. Por isso, a ideia é que o acompanhamento persista até ocorrer o equilíbrio corporal.

 

Já durante a menopausa, há uma queda significativa de hormônios. Isso geralmente ocorre dos 45 aos 55 anos de idade. Mesmo que as alterações variem entre as mulheres, ocorrem situações como ondas de calor, ressecamento da pele, oscilações de humor, insônia, diminuição de libido, ganho de peso, etc. Se esses fatores influenciarem muito a qualidade de vida da paciente, é possível recorrer a alternativas como a reposição hormonal.  

 

 

 

 

Um dos maiores riscos para a saúde da mulher atualmente são transtornos de ordem psicológica como a Síndrome de Burnout. Muitas mulheres ainda lidam com jornadas duplas. Tendo que conciliar trabalho e família num alto grau de cobrança. O acúmulo de funções leva a um processo de esgotamento físico e mental, que resulta no Burnout. 

 

Podem ocorrer sintomas como dores, dificuldades de concentração, mudanças no apetite e no humor, enxaquecas, depressão, entre outros. Quando isso ocorre, é fundamental mudar os hábitos cotidianos e buscar por tratamento psicológico e psiquiátrico. 

 

O maior perigo para a saúde da mulher ainda é o Câncer de Mama. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), ele é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa essa posição. Só no Rio Grande do Sul, são cinco mil novos casos por ano de Câncer de Mama.

 

A melhor arma contra o tumor é o diagnóstico precoce. O mastologista do Hospital Conceição e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), José Pedrini, aponta que a mamografia a partir dos 40 anos pode reduzir em mais de 20% a mortalidade do tumor e amplia as chances de cura para 95%. Quanto mais avançado for o estágio do câncer de mama no momento em que a doença é detectada, ou seja, quanto mais tarde o tumor for diagnosticado e tratado, essa chance de cura vai ficando menor.

 

O mastologista informa que entre os fatores de prevenção, a dieta Mediterrânea, a base de grãos e carne de peixe, tem mostrado a maior eficiência na redução de casos de Câncer de Mama. Outras dicas dados pelo médico são:

 

·         Praticar atividade física regularmente;

·         Alimentar-se de forma saudável;

·         Não fumar;

·         Ter o peso corporal adequado;

·         Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso;

·         Evitar uso de hormônios sintéticos em altas doses.

 

 

Pedrini ressalta que outros tumores associados às mulheres são o Câncer no Colo do Útero - segundo mais comum – e os tumores no ovário e vagina, esses dois últimos com bem menos incidência.

Para a mulher ter uma saúde plana é fundamental conhecer bem o seu corpo. Isso vai desde as orientações em suas primeiras fases da vida, até o acompanhamento psicológico, o apoio gestacional, a prevenção geral de doenças, atenção às alterações hormonais, processos de conscientização, entre inúmeros outros aspectos.