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Diagnóstico precoce aumenta chance de cura do câncer de mama


Desde os anos 90, o mês de outubro é o período reservado para a campanha de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A meta é compartilhar informações sobre a doença e também o câncer no colo do útero. O movimento é mundialmente conhecido como Outubro Rosa.

A ACESPA também faz parte dessa campanha. Sempre compartilhando com as nossas associadas dicas de prevenção e quais os sintomas do câncer de mama.

Mais de 65 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama todos os anos no Brasil. O tumor é a primeira causa de morte por câncer em mulheres no País, sendo a mais frequente em quase todas as regiões brasileiras. Apenas nos estados do Norte, o câncer do colo do útero ocupa ainda o primeiro lugar.

Quando identificado nas fases iniciais, a paciente aumenta em 95% a possibilidade de cura do câncer de mama. Segundo a médica mastologista Maira Caleffi presidente voluntária do Instituto da Mama (Imama) e da Federação Brasileira Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, o que representaria 6,6 mil mulheres do total de 66 mil diagnósticos da doença no Brasil. Ainda conforme a especialista, o diagnóstico precoce é fundamental e muito mais frequente no sistema privado do que no público. Os testes genéticos, segundo ela, possibilitam o aumento da sobrevida dos pacientes oncológicos, a identificação de famílias de risco e a personalização do tratamento com medicações específicas. 

 

Para conseguir o diagnóstico do tumor o mais cedo possível é preciso de informação e cuidados. Prestar atenção a alterações suspeitas nas mamas e realizar exames preventivos de rastreamento são medidas essenciais para conseguir o diagnóstico precoce.

 

Em muitos casos, o câncer de mama pode não ter sintomas na fase inicial. Por isso, realizar exames das mamas regularmente e ter um acompanhamento médico é muito importante. No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a realização da mamografia de rastreamento em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos. 

 

Sintomas Câncer de Mama

 

- Nódulo fixo e geralmente indolor;

- Pele da mama avermelhada ou retraída;

- Alterações no mamilo;

- Nódulos nas axilas e/ou no pescoço;

- Saída de líquido anormal das mamas.

 

Prevenção

 A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos. Os hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são modificáveis, porém outros como excesso de peso corporal, inatividade física, consumo de álcool e terapia de reposição hormonal, são, em princípio, passíveis de mudança.

Especialistas indicam como medidas preventivas:

- Prevenção e mamografia (essa última é indicada anualmente após os 40 anos de idade);

- Realizar autopalpação das mamas e observar qualquer modificação aparente na região das mamas;

- praticar atividade física;

- manter o peso corporal adequado;

- adotar uma alimentação mais saudável;

- evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.

  

TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama, além de ser classificado em diversos tipos, com características e graus de gravidade diferentes, deve sempre passar por uma avaliação que identifique sua extensão e disseminação.

- Localizada (precoce);

- Localmente avançada (tumor grande e com gânglios comprometidos);

- Metastática (espalhada para outros órgãos).

Pandemia deve aumentar o número de casos

O isolamento imposto pela pandemia de Covid-19 prejudicou a notificação dos casos de câncer de mama. Dados da Sociedade Brasileira de Oncologia indicam que o houve queda no Brasil de 50% no número de mamografias de rastreamento entre 2019 e 2020 e 39% de diminuição na quantidade de biópsias.

Já no Rio Grande do sul, aconteceu uma redução de 20 a 30% no setor privado. No caso das biópsias, a redução foi de mais de 50%.